My Weblog

Advogado tentou chantagear BPN

Advertisements

Um advogado de Vizela, que estagiava num escritório de Felgueiras, foi detido pela Direcção Central de Combate ao Banditismo (DCCB) por suspeitas de tentativa de extorsão.
O alvo era o Banco Português de Negócios e o advogado estaria a tentar apoderar-se de 2,5 milhões de euros da dependência bancária.

O dinheiro seria uma contrapartida para que o advogado não denunciasse o banco e os seus alegados procedimentos menos correctos.

O advogado garantiu ter em sua posse uma lista de empresas off-shore utilizadas pelo banco para convencer os clientes a furtarem-se ao pagamento de impostos. A mesma lista havia-lhe sido entregue por antigos funcionários que teriam saído em litígio com a instituição bancária.

O advogado contaria ainda com a ajuda de um homem de 60 anos, já com longo cadastro por crimes de burla, indivíduo esse apanhado em flagrante pela Polícia Judiciária.

PRESO À SAÍDA DO BPN

O suspeito mais velho foi detido à porta do BPN. Acabara de levantar um primeiro adiantamento dos 2,5 milhões, mas a Polícia Judiciária já estava em cima do negócio. Tinha sido avisada pelo próprio banco e preparara uma acção que visava prender o suspeito em flagrante.

Na quinta-feira, e depois daquele ter sido interrogado, foi então detido o advogado de Vizela. O mesmo foi conduzido a Lisboa para ser interrogado no Tribunal Central de Instrução Criminal (ver caixa), interrogatório que só terminou na sexta-feira passada.

Ainda segundo o CM apurou, tudo indica que possa haver detenções nos próximos dias no âmbito do mesmo processo. As autoridades admitem que outros indivíduos estejam envolvidos no caso que se arrastaria há semanas.

JUIZ PRESIDIU ÀS BUSCAS

Um juiz de instrução criminal presidiu às buscas ao escritório do advogado, efectuadas na sexta-feira. Foram apreendidos diversos documentos, não se sabendo se incluem as supostas listas das empresas off-shore usadas pelo BPN. Os dois suspeitos foram ouvidos no Tribunal Central de Instrução Criminal, pelo juiz Carlos Alexandre, e ficaram em prisão preventiva a aguardar por julgamento. O CM sabe que as diligências da Polícia Judiciária ainda decorrem, devendo agora ser apreciados os documentos que já foram apreendidos pelos investigadores. O processo está entregue ao DIAP de Lisboa, coordenado por Maria José Morgado.

in Correio da Manha

Advertisements

Advertisements